Saúde emocional
Perfeccionismo: quando o excelente vira prisão
Fabiana Franco · 19 de novembro de 2026

Fazer bem feito é um valor legítimo. O problema começa quando o "bem feito" nunca é suficiente: cada entrega vira motivo de autocrítica, cada erro, uma confirmação de que algo está errado consigo.
O perfeccionismo costuma nascer de boas intenções — dedicação, responsabilidade, desejo de crescer. Mas, com o tempo, pode se transformar em uma voz interna que não descansa e não permite descanso.
Muitas vezes, por trás da exigência, há um medo: de decepcionar, de perder o lugar conquistado, de não ser digno de afeto se falhar. A perfeição vira, então, uma forma de proteção.
Na clínica, o trabalho não é abandonar o cuidado com o que se faz, mas compreender o que sustenta a exigência — para que ela deixe de ser uma prisão e volte a ser uma escolha.
Este texto tem caráter informativo e não substitui avaliação ou acompanhamento profissional.